De modo geral, as membranas de poliuretano são aplicadas em ambientes com limites de espessura e de sobrecarga, onde há agressividade química, e em situações sujeitas à abrasão. Também há indicação para locais confinados, onde o uso de asfaltos ou produtos com solventes pode trazer alto risco.
Impermeabilização com membrana de poliuretano
Flexível, o sistema é indicado para aplicações bastante exigidas, como lajes de cobertura e de circulação de veículos. As membranas de poliuretano se destacam pela boa resistência química.
As membranas impermeabilizadoras são definidas pela ABNT NBR 9575 – Impermeabilização: Seleção e projeto, como uma camada moldada no local, flexível, com espessura variável, podendo ser estruturada ou não.
As membranas de poliuretano (PU) são materiais com alongamento mínimo de 50%, resistentes a intempéries, produzidos a partir de matéria-prima sintética de alta performance. Esse tipo de impermeabilização se caracteriza pela boa resistência química e por suportar uma ampla faixa de temperatura.
Membranas de poliuretano e características
As membranas de poliuretano apresentam características que variam em função da formulação utilizada e da quantidade de camadas aplicada. Os produtos podem apresentar mais ou menos elasticidade, resistência à tração e dureza. Por isso mesmo, a especificação deve considerar, além dos constituintes básicos das membranas, a quantidade do produto em kg/m², a espessura final, e as características das telas de reforço (gramatura, resistência à tração e ao alongamento), quando utilizadas.
Uma limitação desta tecnologia é a exigência de mão de obra especializada. Outro ponto crítico é a umidade no momento da aplicação. O sistema precisa de uma base bem seca. Por isso, uma recomendação importante antes de iniciar a execução é a verificação da temperatura, da umidade relativa do ar e da umidade do substrato.
Como aplicar membranas de poliuretano?
As membranas de PU podem ser mono ou bicomponentes e ser aplicadas com intervalo entre demãos de 4 a 6 horas, podendo ser estruturadas apenas nos pontos críticos.
O sistema é composto, usualmente, por quatro camadas: primer epóxi, camada de PU + agregado, segunda camada de PU e top coat.
As etapas de execução são semelhantes às das demais membranas. Há, por exemplo, necessidade de preparação do substrato com limpeza e correção da superfície. Isso pode ser feito, por exemplo, com o apoio de politriz abrasiva e aspirador. Em seguida, parte-se para a regularização com caimento adequado (1 a 2%) e arredondamento dos cantos. Se existirem fissuras, elas deverão ser tratadas previamente com selantes.
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